• Cinema
  • Inspiração
  • Leitura
  • Música
  • Playlist
  • Resenha
  • Série
  • Texto
  • Vídeo
05 abril 2016

Resenha:Meia-noite na Austenlândia, Shannon Hale ★★★★

Meia-Noite na AustenlândiaTítulo: Meia-noite na Austenlândia
Autor: Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 320
Ano: 2015
Sinopse:Charlotte Kinder é bem-sucedida nos negócios, mas não no amor. Tentando se reerguer após um doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Sem esperanças, se presenteia com duas semanas na Austenlândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen. Lá, todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes.
Todos em Pembrook Park devem desempenhar um papel, mas, com o passar do tempo, Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre que talvez nem mesmo o chapéu mais bonito poderá manter sua cabeça grudada ao pescoço. Ao contrário do que se poderia pensar, Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de Charlotte passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias.

Meia-noite na Austenlândia não é a continuação que eu pensava que fosse de Austenlândia, da Shannon Hale, pela  editora Record , porém se passa no mesmo universo de Austenlândia, com uma diferente protagonista e um enredo distinto.Nesta historia, Shannon Hale deixará a historia com um humor mais elevado e com um mistério a ser resolvido, mantendo as características comuns dos romances de Austen em suas obras.

“Lorde Bentley era um homem alto, mais alto do que deve ser confortável para a vida do dia a dia. Claro, Charlotte era uma mulher alta, mas colocá-la como par do equivalente ao Empire State Building parecia exagero.”

Charlotte, a protagonista, era uma mulher sem voz, sem grandes aventuras e depois do divorcio que passa, quer viver algo que sempre quis: ser personagem em uma historia da Jane Austen, mesmo a Agatha Christie tendo feito mais parte da sua adolescência. Todavia, ela acaba acreditando que houve um assassinato no cenário da Austen. Sendo assim, qual é a influencia certa? Jane Austen ou Agatha Christie?

Todavia, o mistério não foi tão surpreendente assim, mas Charlotte é uma personagem engraçada e desmedida, sempre confusa quanto ao seu passado e quanto aquela semana será real ou não, dando abertura para um chick-lit. Ela procura esquecer as traições do ex-marido, o divorcio, o jeito que anda lidando com tudo e ao se deparar com um mistério, ela percebe que é muito fácil se distrair, voltando a acreditar que é inteligente o suficiente uma vez que não conseguiu impedir que seu marido a trocasse por outra.

O drama pessoal de Charlotte foi o que mais me agradou. O modo que ela pode lidar com a situação e seguir em frente. Além dos personagens secundários, que são cativantes. Embora, Meia-noite na Austenlândia não seja a continuação direta do primeiro livro, recomendo a leitura de Austenlândia para entender que terão alguns personagens comuns em ambas as historias. E também que alguns detalhes serão acrescentados.

“Jane Austen criou seis heroínas, todas diferentes, e isso deu coragem a Charlotte. Não havia só um tipo de mulher. (…) Estava finalmente se sentindo em casa na Austenlândia, e pretendia se armar com essa ousadia e levá-la para casa.”

 Nota★★★★




divulgar

comentar


Comentário(s) pelo Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário